Xenix – O Unix da Microsoft
Publicado por oldbit em Retro Computing, Sistemas Operacionais em 12/02/2013

Associar Unix a Microsoft é impensável, enquanto o interesse da Microsoft pelo Unix e suas variantes como o Linux é mínimo, houve uma época que não era bem assim.
Em 1979 a Microsoft fechou um acordo com a AT&T e licenciou o códigos fontes do Unix, no entanto a AT&T não licenciava o nome Unix, portanto a Microsoft deu o nome de Xenix à sua distribuição de Unix.
O Xenix não era comercializado para usuário final e sim para grandes integradores e fabricantes como Intel, Tandy, Altos e SCO que então portava às suas respectivas arquitetura de hardware e fornecia uma versão prórpia e finalizada do Xenix para usuário final e outros clientes.
A intenção da Microsoft era levar o Xenix ao mercado de computadores 16bits, o port inicial era para a série de processadores Zilog Z8000 e depois para a arquitetura Intel 8086/8088 (IBM PS/2, Tandy, etc.)
Elementos BSD foram incorporados à sétima edição e durante um tempo deteve a maior base Unix instalada, isso devido ao baixo custo dos processadores x86.
Em 1987 a SCO portou o Xenix para processadores 386 (32bits), o Xenix 2.3.1 suportava além dos processadores 386, interface SCSI e o protocolo TCP/IP e era o primeiro sistema operacional de 32bits para arquitetura 386 disponível no mercado.
Quando a Microsoft fez um acordo com a IBM para desenvolver o OS/2, ela perdeu interesse em promover o Xenix. Em 1987 a Microsoft resolveu transferir os direitos do Xenix para a SCO em troca de 25% das ações da SCO. Mais tarde a Microsoft também perderia interesse no OS/2, desenvolvendo então o Windows NT.
A Microsoft continuou usando o Xenix internamente e submetendo correções e patches para suportar varias funcionalidades. Dizem que usavam o Xenix em estações Sun e computadres VAX até 1992 e todo o sistema de correio eletronico era baseado no Xenix até 1996 quando a migração para o Exchange Server foi concluída.
A SCO lançou o SCO Unix, que foi baseado no Unix System V R3, ela tinha incluído uma série de melhorias em relação Xenix, mesmo o Xenix permanecendo no catálogo de produtos e serviços. A AT&T e Sun Microsystems colaboraram em fundir partes de Xenix, BSD, SunOS e System V no que se tornou o System V R4. Embora SCO Unix fosse baseado em System V R3, ele incluia maior parte dos recursos avançados do System V R4.
A última versão do Xenix foi Xenix 2.3.4. Na época, a Microsoft tinha pouco ou nada a ver com o lançamento ou desenvolvimento.
A Santa Cruz Operation (SCO) passou por várias transições de organização da empresa e re-estruturação. O grupo SCO são agora propriedade da UnXis. Um sistema derivado do Xenix e do SCO Unix, chamado SCO Openserver, pode ser considerado o que teria sido do Xenix se seu desenvolvimento tivesse continuado. A última versão do OpenServer 6.0 ainda mantém compatibilidade com softwares desenvolvidos para Xenix em processadores 286 em diante.
Nota: Apesar da Microsoft não ter hoje um sistema Unix ou Linux, ela contribui ativamente para o Kernel do Linux e outros projetos. Eles também reformularam sua iniciativa código aberto e há sinais que a Micrcosoft está começando a aceitar que software livre e aberto é uma alternativa real e viável ao software proprietário, o que nos deixa esperança de melhor compatibilidade e interoperabilidade entre sistemas abertos e fechados.
Super Monaco GP – Mega Drive / Genesis
Publicado por oldbit em Forgotten Games, Mega Drive em 11/02/2013
Super Monaco GP, lançado em 1989 no Japão e 1990 e 1991 nos EUA e Europa respectivamente, é a sequência direta de Monaco GP (lançado 1979, Arcade e Sega SG-1000), mas ao invés de ser um jogo de corrida de visão aérea é um jogo em primeira pessoa.
A visão do cockpit era fantástica aos olhos de uma criança da época, a maioria dos jogos de corrida ou eram de visão aérea ou terceira pessoa, Super Monaco GP, talvez foi um pioneiro nesse estilo.
Logo na tela inicial temos 3 opções de jogo, Super Monaco GP, World Championship e Free Practice.
O modo Super Monaco GP é parecido com a versão arcade do jogo, é o GP de Mônaco, só que ao contrário da versão arcade onde corre numa pista fictícia, aqui você corre no traçado real de Mônaco! Você escolhe o cambio (automático, 4 ou 7 marchas), faz uma volta de qualificação e vai para a corrida. Durante a corrida há um limite de posição na tela, se ficar atrás e não recuperar posição a tempo o jogo acaba. Se conseguir terminar a prova entre os 3 primeiros terá a chance de correr novamente, só que debaixo chuva, bem ao estilo Ayrton Senna!
O modo World Championship te dá a chance de correr contra outros pilotos e equipes durante uma temporada inteira de F1. O nome das equipes e pilotos são ficticios (baseados em equipes e pilotos reais) uma vez que não houve licensiamento oficial do jogo.
Todas os circuitos mais famosos do mundo estão presentes, são os circuitos da temporada de 1989 da F1, somente a ordem das corridas foi ligeiramente alterada e o GP de Mônaco é a última prova.
Você começa o campeonato em uma equipe de baixo nível, a Minarae. Você pode fazer a sua escalada entre as equipes mais fortes, para isso basta desafiar um
piloto e terminando na frente duas provas consecutivas, a equipe é sua. Durante o progresso da temporada, vai mudando de equipe, ganhando carros mais velozes e estáveis, fazendo os adversários comerem poeira.
Se for bom o suficiente terminará a temporada na melhor equipe da F1, a Madonna! No início da segunda temporada você defenderá o título, mas não será tão fácil assim, uma vez que um habilidoso piloto chamado G. Ceara tentará te derrubar do trono e provavelmente conseguirá. Se peder seu lugar na equipe será uma temporada de recuperação até ganhar o título novamente.

A apresentação de Super Monaco GP impressiona, a animação do início já dá o gostinho de velocidade, o visual é bem caprichado, tem até uma grid girl na tela inicial.
Os gráficos de Super Monaco GP são fantásticos, alguns elementos do arcade, como lojas, prédios e placas de publicidade de Mônaco estão ausentes, mas não fazem a menor falta na jogabilidade. Em todas as pistas a visão do horizonte é fiel às pistas de verdade, dá para ver o corcovado quando corre em Jacarepaguá. A ação é surpreedentemente rápida e nos dá uma boa sensação de velocidade, o 3D é suave e completamente convincente.
A jogabilidade é incrível, a atmosfera do jogo é o que torna mais especial é difícil conter a euforia e a adrenalina ao ver 3 carros se aproximando no retrovisor faltando poucas voltas para o final. Dependendo do tipo de marcha que escolhe a dificuldade aumenta, junto com o desempenho do carro tornando ainda mais desafiador. É bom prestar atenção nas dicas da equipe antes de cada prova e não custa nada treinar bastante antes de cada corrida, fazer curvas perfeitas exige treinamento.
A trilha sonora é bem legal, usando bem do poder sonoro do Mega Drive te deixa no clima da F1, destaque para ‘Exhaust Fumes’ e ‘Concentratrion’. Os efeitos sonoros das derrapagens, motor, quando anda na zebra também não deixam a desejar, talvez o único ponto negativo sejam as vozes digitalizadas, que pela limitação tecnica não são tão claras (coisa que foi corrigida na versão presente no Sega Classics 5-in-1 para Sega CD).
O sistema de senhas não é nada agradável, fazendo você anotar uma combinação alfa-numérica gigantesca se quiser jogar mais tarde (não há saves). Pelo menos houve a preocupação de diferenciar alguns caracteres de números, como a letra ‘O’ e ’0′, por exemplo.
Esse jogo foi uma grande paixão da minha infância, já amava F1, acordando domingos de manhã na esperança de ver nosso Senna levantar a bandeira do Brasil no alto do pódio. Ter a sensação de pilotar um carro de F1, sentir todo o clima da temporada, a tensão, até mesmo as intrigas era sensacional. Sem dúvida é um jogo que merece ser jogado várias vezes, seu valor de ‘rejogabilidade’ é alto.
A História dos Videogames: Primeira Geração
O engenheiro de televisores Ralph Baer já imaginava uma televisão interativa em 1951, enquanto contruía um novo aparelho de TV diretamente do zero em Nova Iorque. Ele explorou melhor essa idéia em 1966, enquanto engenheiro chefe na Sanders Associates, criou um jogo simples de dois jogadores chamado chase’ que poderia ser ligado à uma televisão comum. O jogo consistia apenas de dois pontos onde um jogador perseguia o outro na tela, apesar de rudimentar, a apresentação desse jogo à diretoria de pesquisa e desenvolvimento da empresa redeu-lhe algum financiamento para continuar o projeto.
Logo um terceiro ponto foi adicionado (este controlado pela máquina) e foi criado um jogo de ping-pong e outros adicionais, Ralph Baer teve a ideia de vender o produto à empresas de TV a cabo, que poderiam transmitir uma imagem estática como plano de fundo dos jogos. Após algumas melhorias no aparelho Ralph Baer foi atrás de vários fabricantes de TV e conseguiu um acordo com a Magnavox em 1969. A Magnavox fez uma série de alterações para reduzir custos, entre a mais importante, a retirada de cores em troca de películas coloridas que seriam aplicadas na TV de acordo com o jogo.
O aparelho foi lançado em 1972 com o nome Magnavox Odyssey. Não foi exatamente um grande sucesso devido ao marketing restritivo, algumas pessoas pensavam que só funcionavam nas TVs da Magnavox, era um console bem rudimentar, cada jogo ficava em um cartão e eram bastante similares entre si e para cada jogo uma película teria que ser aplicada à tela, como por exemplo uma que representasse um campo de futebol ou quadra de tênis. Como era uma película apenas os pontos (representados como os jogadores e a bola) poderiam ultrapassar as linhas e não havia sequer contagem de pontos, ou seja, eram apenas pontos na tela coloridos por uma película para divertir a criançada.
Nolan Bushnell, criador do Spacewar!, desenvolveu uma versão arcade do jogo de ping-pong do Odyssey chamado simplesmente de pong, sendo obrigado posteriormente à pagar por direitos de uso à Sanders/Magnavox. A popularidade dos videogames caseiros se espalhou com a versão caseira de Pong lançada no natal de 1975, também dando início à uma infinidade de clones. Esses eram os ‘consoles Pong’, que não contém processador, são compostos apenas de circuitos lógicos com o jogo embutido, somente consoles posteriores continham Pong em um chip.
Os consoles Pong foram os mais bem sucedidos da primeira geração, aproximadamente 4 milhões foram vendidos contra aproximadamente 300.000 do Odyssey. No Brasil, um departamento da Ford que fabricava rádios automotivos, a Philco Ford, lança o Telejogo que é mais um clone do Pong. O Telejogo foi um dos grandes responsáveis pela explosão dos videogames no Brasil.
No próximo artigo a explosão dos consoles caseiros e do videogame no Brasil, “História dos Videogames: Segunda Geração”
História dos Videogames: O Início
Qual foi o primeiro videogame da história? Muitos responderão de bate pronto: Atari!
O Atari 2600 foi o primeiro videogame que estourou no Brasil, era febre no final dos anos 70 até metade dos anos 80, seus jogos, Pac-Man e Space Invaders são lembrados até hoje, até mesmo por quem nunca jogou ou conheceu o videogame.
Mas o Atari 2600 não foi o primeiro videogame da história, a história dos videogames se mistura com a própria história dos computadores.
A maioria dos primeiros jogos foram desenvolvidos como hobby, utilizando grandes e caros computadores e mainframes de universidades, o acesso limitado aos primeiros computadores significava que esses jogos eram poucos e esquecidos na posteridade.
Em 1961, Steve Russel e um grupo de estudantes da universidade de tecnologia de Massachusetts (MIT) programaram um jogo chamado Spacewar! utilizando o PDP-1, um computador novo e poderoso na época. Dez anos depois, em 1971, Nolan Bushnel e Ted Dabney criaram uma versão modificada de Spacewar!, que para jogar deveriam colocar moedas, chamada Computer Space. Foram fabricadas 1500 unidades dessas máquinas, apesar de não ter sido tão bem sucedida marcou o início da produção em massa de videogames e da comercialização, não mais um hobby, um produto rentável.

O arcade, Computer Space, primeiro game comercial.
Bushnell e Dabney então fundaram a Atari em 1972 e lançaram o jogo Pong. O jogo era uma espécie de ping-pong ou tenis e o objetivo era rebater a bola para o oponente e não deixar ‘sair da tela’. Atari vendeu milhares de unidades e se tornou um fenômeno e várias empresas começaram a lançar versóes similares. A década de 60 e início dos anos 70 foram marcados pelos arcades.
No próximo artigo os primeiros consoles caseiros, “História dos Videogames: A Primeira Geração”
Metal & Lace: Battle of the Robo Babes
Publicado por oldbit em Forgotten Games, Luta, PC em 02/09/2011
Metal & Lace: Battle of the Robo Babes
Metal & Lace é um jogo de luta 2D para MS-DOS lançando pela Megatech Software em 1992. Consegui este jogo através de uma BBS (Horizonte BBS) em 2 disquetes de 1.44mb (Floppy).
É um jogo de luta 2d bem simplista com comandos básicos e alguns golpes especiais. De início é complicado acostumar-se aos controles, mas conforme vai jogando você se acostuma.
O jogo se passa em uma ilha onde acontecem batalhas de robôs, que na verdade são armaduras mecanizadas utilizada por mulheres (isso mesmo, luta de mulheres com armadura robô!). Logo quando você chega na ilha vai direto para um bar onde as lultadores, apostadores e vendedores de equipamentos se reunem, lá é possivel comprar armadura, equipamentos e receber dicas. A cada nível suas oponentes vão ficando mais fortes e mais difíceis de enfrentar, ao derrotá-las você ganha uma recompensa (que são fotos das garotas que você derrotou).
Apesar dos gráficos simplistas (não tanto para época), é um jogo divertido até hoje e se não foi o primeiro Hentai game foi um dos primeiros, quase foi proibido no Canadá devido ao seu conteúdo. Metal & Lace teve uma sequencia em 1996 com gráficos e jogabilidades melhores.
Vídeo de demonstração: http://www.youtube.com/watch?v=2gvLz1NPlrc
Prisoner Of Ice (Prisioneiro de Gelo)
Publicado por oldbit em Adventure, Forgotten Games, PC em 06/08/2011
O jogo de 1995 é baseado nos contos de H.P. Lovecraft, particularmente em “Nas Montainhas da Loucura” (At the Mountains of Madness ) e nos mitos de Cthulhu .
O jogo foi lançado no auge dos “jogos multimidia”, jogos em CD-Rom (até então jogos de pc eram em disquetes 3 1/2 ou 5 1/4) com gráficos melhores, som de cd, personagens que falam, etc. Este jogo é um “Adventure Point and Click” que lembram os jogos da LucasArts, você joga clicando para realizarações e diálogos.
Prisioner of Ice se passa em Agosto de 1939, um mês antes da Segunda Guerra Mundial e principalmente na Antártica. Você joga como um jovem oficial americano, o tenente Ryan, que foi atribuído a um submarino britânico, o HMS Victoria, para missões especiais.
Quando o jogo começa, o submarino está fugindo da Antártida depois de resgatar um norueguês que recentemente escapou de uma base secreta alemã na Antártida (que mais tarde é revelado que a base foi construída em cima das ruínas antigas mencionadas no conto “Nas Montanhas da Loucura”). Junto com o norueguês, o submarino leva duas caixa ultra-secretas roubadas da base nazista.
No final do jogo, Ryan conhece John Parker, o personagem central de Shadow of the Comet, e revela as ligações entre os dois jogos. Narackamous, o principal antagonista de Shadow of the Comet. também retorna. Ele parece ter voltado à vida depois de ser aparentemente morto por Parker em Shadow of the Comet.
Eu joguei este título em 1996, quando aluguei em uma locadora de jogos de PC (é, antigamente tinha isso) tive que devolver e não consegui chegar até o final. É um excelente jogo, mistura suspence e terror, recomendo.


















